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A era do marketing educado acabou

Por que marcas estão escolhendo irritação, absurdo e polarização para gerar engajamento de obsessão.

Bruno NastariCofundador e sócio-diretor
2 min de leitura

Uma CEO esfregando o vaso de um banheiro da Target ao vivo.
Uma marca de barras de proteína vendendo bacalhau congelado.
Startups cobrindo o metrô de Nova York com anúncios feitos para irritar.

A Inc. Magazine acabou de mapear os CMOs que definiram 2025 — e o padrão é desconcertante.

Tom Rinks (fundador da Sun Bum e criador do Chihuahua da Taco Bell) foi direto:

"Eu previ que o marketing ficaria caótico. Subestimei o quanto."

As campanhas que definiram o ano

David (barras de proteína):
Lançou bacalhau congelado.
A lógica: levar a obsessão por proteína a um extremo absurdo.
As pessoas compraram. Em massa.

Sarah Paiji Yoo (CEO da Blueland):
Esfregou vasos de banheiros da Target em público para provar que o produto de limpeza funciona.
Não é metáfora. Banheiros de loja, literalmente.

Ramp (avaliada em US$32 bi):
Mandou o economista da empresa para uma sauna russa.
Totalmente aleatório. Totalmente inesquecível.

Startups de tecnologia:
Cobriram o metrô de Nova York com anúncios rage-bait — mensagens feitas para irritar.
Porque irritação = engajamento.

Como resumiu a Fast Company:

"Os profissionais de marketing aproveitaram um momento tenso para irritar abertamente o público e gerar engajamento."

O paradoxo que os CMOs tradicionais odeiam

Marketing tradicional:
Construir boa vontade, confiança e associações positivas.

Marketing em 2026:
Criar confusão.
Provocar reações negativas.
Ver o engajamento explodir.

A conclusão da Inc. é direta:

"Se 2025 foi um caos cuidadosamente canalizado, 2026 será uma loucura calculada."

A diferença?
O caos era acidental.
A loucura será estratégica.

A pergunta que separa quem ganha de quem perde:
Você está confortável em ser odiado por 80% do mercado se isso fizer 20% ficarem obcecados pela sua marca?

Bruno NastariCofundador e sócio-diretor · 2 min de leitura
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