A era do marketing educado acabou
Por que marcas estão escolhendo irritação, absurdo e polarização para gerar engajamento de obsessão.

Uma CEO esfregando o vaso de um banheiro da Target ao vivo.
Uma marca de barras de proteína vendendo bacalhau congelado.
Startups cobrindo o metrô de Nova York com anúncios feitos para irritar.
A Inc. Magazine acabou de mapear os CMOs que definiram 2025 — e o padrão é desconcertante.
Tom Rinks (fundador da Sun Bum e criador do Chihuahua da Taco Bell) foi direto:
"Eu previ que o marketing ficaria caótico. Subestimei o quanto."
As campanhas que definiram o ano
David (barras de proteína):
Lançou bacalhau congelado.
A lógica: levar a obsessão por proteína a um extremo absurdo.
As pessoas compraram. Em massa.
Sarah Paiji Yoo (CEO da Blueland):
Esfregou vasos de banheiros da Target em público para provar que o produto de limpeza funciona.
Não é metáfora. Banheiros de loja, literalmente.
Ramp (avaliada em US$32 bi):
Mandou o economista da empresa para uma sauna russa.
Totalmente aleatório. Totalmente inesquecível.
Startups de tecnologia:
Cobriram o metrô de Nova York com anúncios rage-bait — mensagens feitas para irritar.
Porque irritação = engajamento.
Como resumiu a Fast Company:
"Os profissionais de marketing aproveitaram um momento tenso para irritar abertamente o público e gerar engajamento."
O paradoxo que os CMOs tradicionais odeiam
Marketing tradicional:
Construir boa vontade, confiança e associações positivas.
Marketing em 2026:
Criar confusão.
Provocar reações negativas.
Ver o engajamento explodir.
A conclusão da Inc. é direta:
"Se 2025 foi um caos cuidadosamente canalizado, 2026 será uma loucura calculada."
A diferença?
O caos era acidental.
A loucura será estratégica.
A pergunta que separa quem ganha de quem perde:
Você está confortável em ser odiado por 80% do mercado se isso fizer 20% ficarem obcecados pela sua marca?


